Dólar sobe com cautela no exterior em meio a cortes de juros por outros BCs

São Paulo, 07/08/2019 – O dólar retoma a alta no mercado à vista e renovou a máxima aos R$ 3,9822 (+0,69%) no balcão há pouco, após ter fechado com viés de baixa (-0,03%) ontem interrompendo seis sessões de ganhos acumulados em 4,87%. Investidores procuram ativos de segurança, o que tem levado os juros dos Treasuries e dos bônus europeus a mostrarem forte queda no exterior, assim como o dólar contra o iene.

O ajuste de alta da moeda americana em relação ao real reflete uma piora dos mercados em Nova York há pouco, onde o índice DXY e os futuros de ações passaram a cair com preocupações renovadas sobre a desaceleração da economia global diante da falta de perspectiva de um acordo comercial sino americano, segundo analistas financeiros. Cortes de juros pelos Bancos Centrais da Índia, Tailândia e Nova Zelândia hoje corroboram esses temores.

A curva de juros formada pelo spread entre o rendimento da T-note de dois e de dez anos, referência do mercado, voltou a se achatar e está em apenas 8 pontos-base, o que eleva a cautela com uma possível inversão, já identificada em outros intervalos, que é considerada um sinalizador de recessões no horizonte.

Os investidores seguem ainda à espera da votação dos destaques supressivos à reforma da Previdência, cujo texto-base foi aprovado na madrugada de hoje. Mais cedo, foi anunciado um avanço de 0,1% das vendas no varejo em junho ante maio, abaixo da mediana das estimativas (+0,50%), mas o dado fica em segundo plano.

No mercado de câmbio, às 9h21, o dólar subia 0,34%, a R$ 3,9692. O dólar futuro para setembro estava em alta de 0,23%, aos R$ 3,9765.

Em Nova York, no mesmo horário acima, o Dow Jones futuro caía 0,01%, o S&P 500 recuava 0,24% e o Nasdaq tinha queda de 0,13%. Já o juro da T-note de dois anos caía a 1,5567%, ante mínima em 1,5406% e o da T-note de dez anos, a 1,6434%, após mínima em 1,6258%. O dólar estava em 105,93 ienes, ante 106,52 ienes no fim da tarde de ontem.

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