No Paraná, 3,9 milhões de pessoas já tiveram o celular roubado

35

Um dos aparelhos fundamentais ao ser humano moderno (a ponto de ser praticamente uma extensão desse mesmo), os celulares (especialmente os smartphones) estão em alta no mercado. O legal e o ilegal. Prova disso é que o número de pessoas que já tiveram um celular roubado ou furtado cresceu consideravelmente ao longo do último ano no Brasil, com a proporção de brasileiros que já foram vítimas desse tipo de crime saltando de 39% em maio de 2017 para 49% em maio de 2018. Os dados são da pesquisa anual sobre roubo de celulares realizada por Mobile Time em parceria com Opinion Box.

“Crise na segurança pública, alto índice de desemprego, smartphones a preços proibitivos e a facilidade de compra e venda de aparelhos usados em mercados clandestinos estão entre os fatores que contribuem para esse aumento”, comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa, que entrevistou 2.072 internautas brasileiros que possuem celular.

Em todo o Brasil, segundo informações do IBGE, 138,3 milhões de pessoas possuem celular (o equivalente a 77,1% da população acima de 10 anos de idade), das quais 7.936.677 vivem no Paraná (80,1% da população do estado). Isso significa, então, que cerca de 3,9 milhões de paranaenses já tiveram o celular furtado ou roubado.

A maioria (62%) foi vítima apenas uma vez na vida; 35% duas ou três vezes; enquanto que 4% de azarados ou descuidados perderam o aparelho quatro vezes ou mais. Em média cada vítima teve 1,55 celular roubado/furtado, o que, no caso paranaense, dá um total de 6,028 milhões de celulares roubados nos últimos anos.

Curiosamente, homens correm mais risco do que mulheres de se tornarem vítimas. Se no ano passado 38% dos homens e 41% das mulheres já haviam tido um celular roubado/furtado, agora os percentuais subiram para 56% e 42%, respectivamente. Os mais jovens (entre 16 e 29 anos) são os principais alvos, com 58% da população nessa faixa etária já tendo sido vítima. A proporção cai para 46% no grupo entre 30 e 49 anos e para 31%, entre aqueles com 50 anos ou mais.

Sem BO

Outra informação revelada pelo estudo é que mais da metade das vítimas (52%0 não registratam boletim de ocorrência (B.O.) da última vez em que foram roubadas ou furtadas. Em vez de procurar a polícia, é mais comum o brasileiro tomar outras medidas após sofrer o assalto/furto. Entre as vítimas entrevistadas, 51% bloquearam tanto o chip quanto o aparelho; 28% bloquearam apenas o chip; e 5%, apenas o aparelho. Além disso, 23% tentaram rastrear seu celular roubado/ furtado. 41% não rastrearam e 36% disseram que seu celular não permitia fazer isso.

Rodolfo Luis Kowalski/Bem Paraná