Um cliente usou a Inteligência Artificial (IA) para colocar a imagem de uma barata em cima de um lanche e pedir reembolso do pedido feito em uma hamburgueria de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
O pedido do hambúrguer foi feito 19h28, por meio de um aplicativo de delivery, e chegou na casa do cliente cerca de meia hora depois, às 19h57. Horas depois, às 21h04, o cliente solicitou o reembolso, com uma foto da suposta barata e uma mensagem detalhando a situação.
“Veio uma barata no meu hambúrguer e chegou aberta a embalagem. Perdi meu dinheiro e fiquei sem lanche, deu nojo de comer tudo 😡😡😡”, dizia a mensagem.
Ao tentar entender o que aconteceu, a denúncia começou a levantar suspeitas, e os funcionários começaram a analisar os detalhes da foto.
“A barata estava totalmente limpa. A gente também não coloca maionese na tampa do pão. Como que tem maionese na tampa do pão [da foto], sendo que a gente sempre coloca embaixo?”, detalha Alisson Zen, proprietário da hamburgueria, que também notou que a cor da maionese estava diferente.
O estabelecimento mandou um motoboy ao local para buscar o lanche com a suposta barata. No entanto, o cliente não o atendeu.
Cliente pode responder por estelionato
A prática de usar inteligência artificial para aplicar golpes está cada vez mais frequente, conforme o delegado Emmanoel David. Porém, quem faz esse tipo de coisa pode responder pelo crime de estelionato.
“Se ele estiver imputando uma prática criminosa àquela empresa ou restaurante, ele pode responder ainda por falsa comunicação de crime, além do estelionato consumado ou tentado”, detalha.
Ele orienta que, em casos semelhantes, é importante estar atento aos detalhes, como ordem dos produtos, cores, e tudo o que pode ser alterado.
“Ele pode trazer também fotos ou vídeos da construção daquele alimento, por exemplo. Mostrar que o lacre era inviolável, que era impossível ter uma barata dentro daquele alimento… Isso são elementos mínimos para mostrar que quem agiu de má-fé, na verdade, foi aquele consumidor final”, orienta.

FONTE: G1.COM/PARANÁ









