Na próxima segunda-feira (2 de novembro) celebra-se o Dia de Finados, uma data dedicada à memória, à oração e à homenagem aos entes queridos que já faleceram. E a data, também conhecida como o Dia dos Mortos, levanta uma pergunta interessante. Afinal, quantas pessoas morrem por ano no Paraná? E quais são as principais causas para os óbitos ocorridos no estado?
Para responder ao questionamento, o Bem Paraná apelou para o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e tabulou os óbitos não fetais de residentes no Paraná, segundo o ano de ocorrência e a causa básica de morte.
Juntos, então, esses três grupos concentraram 51.129 mortes, ou 57,4% do total contabilizado em 2024. Já as causas externas, que incluem acidentes e violências, ficaram na quarta posição, com 9.772 óbitos (11%).
Entre as causas mais específicas, as doenças cerebrovasculares, que incluem os diferentes tipos de AVC, somaram 6.885 mortes. As doenças isquêmicas do coração responderam por outras 5.629, incluindo 4.084 registros de infarto agudo do miocárdio. Já as pneumonias provocaram 5.429 óbitos, enquanto o diabetes foi a causa básica de 4.199 mortes.
Os paranaenses estão morrendo mais do que antes da pandemia?
Em 2019, antes da pandemia, o Paraná registrou 74.566 mortes. Ou seja, na comparação com 2024, quando houve 89.029 óbitos, verifica-se um crescimento de 19,4% nos registros. Para saber se a população paranaense está morrendo mais, contudo, é necessário observar as alterações na mortalidade junto às mudanças na população.
Segundo as projeções do IBGE, revisão de 2024, no período analisado (2019 a 2024) o estado passou de 11,47 milhões para 11,82 milhões de habitantes, crescimento de 3,1%. A população com 60 anos ou mais, contudo, avançou num ritmo muito maior: aumentou 19,7%, de 1,68 milhão para 2,01 milhões de pessoas.
Para considerar essas diferenças, então, o Bem Paraná, com o auxílio da Inteligência Artificial, calculou as taxas de mortalidade por faixa etária e aplicou aos dois anos a mesma estrutura de idades, a do Paraná de 2024. E com esse ajuste, o crescimento da mortalidade geral ficou em 3,2%, bem abaixo da alta observada na contagem de óbitos.
O comportamento, no entanto, varia conforme a causa do óbito. Nas doenças circulatórias, por exemplo, houve mais mortes em números absolutos, mas a taxa ajustada por idade caiu 6,4%. Entre as neoplasias, a taxa ficou próxima da estabilidade, com variação negativa de 1,4%. Já em outros grupos, o aumento permaneceu mesmo após o ajuste. A taxa de mortalidade por doenças do sistema nervoso cresceu 24,8%, enquanto a das causas externas avançou 10% e a das doenças respiratórias, 5,4%. Entre as causas específicas, a mortalidade ajustada por Alzheimer aumentou 16,2%, e a de pneumonias, 5,6%.
FONTE: BEM PARANÁ











