Treze dias após o duplo terremoto de magnitude 7,2 e 7,5 que abalou a Venezuela, o país enfrenta um cenário de devastação com números que continuam a subir. Segundo dados oficiais atualizados nesta segunda-feira (6), o total de mortes chegou a 3.535, enquanto o número de feridos permanece em 16.740 pessoas.
A tragédia ainda deixou mais de 17 mil desabrigados, além de um grande número de desaparecidos. Embora o governo evite divulgar balanços oficiais, as Nações Unidas estimam que entre 10 mil e 50 mil pessoas ainda possam estar sob os escombros. Iniciativas populares sugerem que o número real se aproxime de 30 mil. Cerca de 1,8 milhão de pessoas, incluindo 680 mil crianças, estão precisando de assistência humanitária.
A infraestrutura do país, que já enfrentava fragilidades econômicas e serviços de saúde precários, sofreu danos severos com mais de mil prédios destruídos, sendo 190 que sofreram destruição total e 856 imóveis com avarias graves, incluindo hospitais fundamentais para o atendimento das vítimas. A população ainda enfrenta escassez de alimentos e o risco de surtos de doenças.
A logística de socorro permanece comprometida devido a pontes e estradas que seguem intransitáveis, além do fechamento do aeroporto internacional próximo a Caracas para voos comerciais devido aos danos sofridos.
O impacto financeiro dessa catástrofe é estimado pela ONU em US$ 6,7 bilhões, o equivalente a R$ 39 bilhões, segundo as fontes, o que representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano.
No cemitério La Esperanza, em La Guaira, uma das regiões mais castigadas, retroescavadeiras abriram valas em áreas isoladas para enterrar mais de 150 corpos ainda não identificados.
Enquanto equipes de resgate internacionais se unem aos esforços locais na busca por sobreviventes, a população se divide entre críticas à reação inicial do governo e atos de solidariedade.
Em meio a vigílias e orações na Universidade Central da Venezuela e em diversas praças, os cidadãos buscam honrar os mortos, enquanto as autoridades descartam riscos de agitação social, afirmando que o país vive um momento de união diante da dor.
FONTE: R7.COM









